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Assédio Moral no Trabalho

Entende-se o assédio moral como uma prática de hostilização continuada, que transcende a relação entre uma vítima e um agressor, a qual está potencializada pelo contexto da gestão atual. Portanto, o assédio moral não é um desvio organizacional deste momento histórico, mas um processo que acompanha a atual forma de organização do trabalho, tendo em vista, a predominância de valores pautados na ideologia da excelência e no individualismo, marcado pelas cobranças sempre crescentes, pelos mecanismos de controle sutis da subjetividade e pela degradação das relações.

Considera-se o assédio moral como

"um processo grave e extremo de violência psicológica, que acontece de maneira continuada e repetitiva no contexto de trabalho e que produz efeito de humilhação, ofensa e constrangimento. No cotidiano organizacional este processo aparece no uso cronificado de práticas insistentes, perturbadoras, rudes e hostis, que se efetivam por ação ou omissão (isolamento), concretizados em gestos, palavras (escritas ou faladas) e comportamentos ou procedimentos explícitos, camuflados ou silenciosos." (Soboll, 2011, p.40)

Atos hostis continuados e repetitivos no contexto do trabalho, que causam constrangimento ao trabalhador, são elementos que caracterizam o assédio . Não se configurando como assédio moral as agressões pontuais, eventuais e esporádicas, que não se apresentam de maneira recorrente e persistente.

É necessário ainda esclarecer que a abordagem aqui adotada distancia-se da vertente que localiza o assédio moral como um problema entre uma vítima e um agressor, analisando perfis individuais, sem dar a devida relevância aos aspectos sociais, históricos e organizacionais envolvidos. As responsabilidades com relação às práticas de assédio moral devem, seguramente, contemplar indivíduos, entretanto, precisam alcançar também a organização enquanto ambiente que propicia e estimula, em muitos casos, tais práticas (Gosdal e Soboll, 2009).

Considera-se didaticamente que o assédio moral se expressa em dois tipos principais, em relação as suas características estruturais: assédio moral interpessoal e assédio moral organizacional.

O assédio moral interpessoal envolve ataques contínuos, pessoalizados, que atentam contra a dignidade ou integridade psíquica, pelo uso de armadilhas, sutis ou explicitas, premeditadas e direcionadas sempre às mesmas pessoas, isto é, é um processo direcionado e pessoal (Soboll, 2011). Cumpre-nos destacar ainda que, embora o alvo das agressões no assédio moral interpessoal seja uma ou mais pessoas em específico, o resultado atinge o coletivo. A prática tem efeito de controle sobre o coletivo de trabalhadores uma vez que instala o medo de maneira generalizada.

Para ataques pessoalizados e marcados por perseguições individualizadas destina-se o termo assédio moral interpessoal. Para hostilizações voltadas ao coletivo, associadas às políticas organizacionais (da empresa ou do gerente) usa-se o termo assédio moral organizacional.

FONTE:

SOBOLL, L. A.; HORST, A. C. O assédio moral como estratégia de gerenciamento: solicitações da forma atual de gestão. In: Inovação para Desenvolvimento de Organizações Sustentáveis: Trabalho, Fatores Psicossociais e Ambiente Saudável. Silveira, M. A.; Sznelwar, L. I.; Kikuchi, L. S.; Maeno, M. (orgs). Campinas, SP: CTI (Centro de Tecnologia da Informação "Renato Archer"), 2013. 194 pp.

 Leia mais sobre o assédio moral organizacional.

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